Natureza Humana: Espécie Criança

“Annuntio vobis gaudium magnun: habemus solidum”, (“Eu vos anuncio grande alegria: temos sólido”) disse ele de dentro do banheiro, inspirado é claro na eleição do novo papa, para comemorar o fim da diarréia que o perseguiu por algum tempo. Sua mulher, do lado de fora, comentou: “Você nunca vai deixar de ser criança”.

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Natureza Humana: Utopias

“Onde é que ele está com a cabeça?”, perguntei-me ao ouvir o candidato à presidência dizer que o PT era o bolchevismo sem utopia. Fiquei pensando na frase por bem uns minutos até entender que, em linguagem de dia de semana, o que a frase queria dizer era: o PT é autoritário e não é idealista. Leia Mais


Natureza Humana: Limitações

“Não queira ir o sapateiro além das sandálias”, ensina o velho ditado. Neste momento histórico em que um homem admirável descalça as sandálias de Pedro por constatar suas limitações para usá-las, há que se considerar como a espécie humana se relaciona com suas fronteiras, sejam elas físicas, psíquicas, políticas ou morais. Leia Mais


Natureza Humana: Que mãe?

Aparecem notícias de que um cientista russo foi queimando neurônio por neurônio no cérebro de um paciente que queria se livrar das memórias de sua mãe, que o atormentavam. Finalmente, bingo, o paciente nem sabia mais que havia tido mãe! O cientista queimara o “neurônio-chave” da lembrança de mãe.

Todo o meu prezado ceticismo veio à tona ao ler essa notícia. Um neurônio para mãe?  Leia Mais


Natureza Humana: Negação e Racionalização

Um cliente me explicou que, quando Hitler começou sua ascensão ao poder, os judeus alemães se dividiram em três grupos: o primeiro, de baixo teor de negação, anteviu o desastre e se mandou; o segundo, em que a negação conversava com a racionalização (“afinal, não pode ser tão ruim, ele está melhorando a Alemanha”. “É, mas o discurso dele é autoritário, e você sabe como ele se sente em relação aos judeus”. “Mas nós ainda somos uma democracia, podemos fazer alguma coisa”), escapou por um triz, na última hora. O terceiro negou até o fim, e acabou nos Auschwitz da morte.  Leia Mais


Natureza Humana: Romantismo

O amigo ficou horrorizado quando lhe contei alguns fatos da vida: que os partos se dão como rejeição imunológica ao corpo estranho transplantado para o organismo da mãe, que até se segura equilibrado na corda bamba por 40 semanas, mas ao fim delas o organismo expulsa aquele invasor. Que a quantidade de abortos espontâneos é enorme e invisível, pelo mesmo processo. Que ninguém deve chorar pela perda de um feto antes dos seis meses (afora problemas uterinos corrigíveis), pois a natureza está apenas se livrando de um produto defeituoso. Leia Mais


Natureza Humana: Vasto Tempo Imediato

Einstein submetia-se por sua fama a situações constrangedoras. Ocasião de gala. Sentado junto à socialite, ouviu dela uma dessas perguntas feitas para preencher o silêncio: “Professor, poderia me explicar o conceito de tempo na sua teoria da relatividade?” Conformado, respondeu: “Imagine-se por duas semanas junto a quem mais ama. Agora se imagine por trinta segundos sentada sobre uma chapa em brasa. O que demorou mais a passar?” Leia Mais


Natureza Humana: Domínio/Submissão

Em trinta e seis anos de clinica psicanalitica encontrei dois casos curiosos de homens com “inveja de vagina”. O conceitou freudiano de “inveja do pênis” despertou a fúria de gerações de feministas, mas é mal compreendido. Ele foi formulado no século 19 quando os homens podiam muito mais do que as mulheres, urinar em pé era o ícone deste poder. Domínio era o nome da questão: eles eram preparados para dominar, e as mulheres para serem submissas a seu amo e senhor. Leia Mais


Natureza Humana: Vício

Afinal, quando é que os cientistas vão inventar a pílula da moderação? Incentivo é que não lhes falta, pois quem descobrir sua fórmula vai se tornar multibilionário instantaneamente. Até lá, o único remédio que dispomos para combater o vício é a medieval abstinência. Leia Mais


Natureza Humana: Sexo e Erotismo

Está bem que nosso primeiro e mais basal motor para viver é o impulso sexual (o gene egoísta quer reprodução, por isto nos ilude com a isca dos prazeres), como qualquer outro vivente sexuado. Mas a nossa espécie, em sua complexidade, arrumou sofisticações para a coisa, e a maior delas é o amor.

Os campeões de pensar o amor continuam sendo os gregos clássicos, de 2400 anos. Eles reconheciam três formas distintas de amor: Eros, Filia e Ágape. Leia Mais

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