Daudt no Facebook: Afinal, Hitler mostrou a sua cara

 Em 1° de setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia. Este fato foi a gota d’água para aqueles que achavam que podiam conversar com Hitler, que tudo era uma questão de dipolomacia, que não havia necessidade de guerra.

ACABAMOS DE VIVER um 1° de setembro! Afinal, O ISLÃ MOSTROU SUA CARA. Agora é guerra! Não há mais possibilidade de conversa! Não há mais “multiculturalismo” que se sustente. É só consultar o Corão, e ver que lá está com todas as letras: “morte aos cães infiéis”. Sabe quem são os cães infiéis? SOMOS NÓS.


Daudt no Facebook: Por que choramos?

Por raiva impotente e por pena de nós mesmos. Como se vê, as causas são a mesma coisa: impotência diante do mundo.

O choro do adulto é uma relíquia de seu passado de bebê: um tempo em que não tínhamos potência ou capacidade de mudar nada, nem de pedir que nos ajudassem na coisa certa. Se tínhamos fome, em vez de dizer “Tô com fome!”, chorávamos. Diante de qualquer incômodo, chorávamos. Quando crescemos, as nossas capacidades também cresceram, já podíamos dar um jeito na maioria das coisas.

Mas sobram aquelas que não tem jeito. Nessas, choramos.
“Ah, mas e o choro de felicidade?” É a hora de chorar por tudo o que penamos até que ela chegasse (“olha minha filha no altar se casando… Deus sabe o que eu penei para que este dia chegasse!”).

O pior é que as somatizações funcionam como choros silenciosos: a pessoa não sabe o que fazer com seu mal-estar emocional, nem como defini-lo, nem como resolvê-lo. O corpo então manifesta esse perrengue adoecendo de diversas formas. Cansei de ver pacientes que somatizavam, e ao poder se expressar e buscar soluções, as somatizações desaparecerem…

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Daudt no Facebook: Mundo

Minha tia Carmen pintou um azulejo com uma cena campestre, uma casinha à beira de um rio, um ambiente comovedor com uma quadrinha embaixo:

 

“Dizem que há mundos lá fora
Que em sonhos nunca vi.
Que me importa todo o mundo,
Se meu mundo é todo aqui?”

 

Faz mais de sessenta anos a última vez que vi esse azulejo, mas a quadrinha nunca saiu de minha memória. Hoje a compreendo melhor: existem dois mundos, o lá de fora de verdade, e o lá de fora representado em nossa mente. Em algumas coisas eles precisam combinar, mas não em tudo. Vejo como fui construindo meu mundo ao longo da vida, e ele só faz melhorar: meu tempo – meu patrimônio mais precioso - é dedicado aos meus filhos, meus amigos, pessoas queridas (e aí estão incluídos os pacientes) e a belezas em geral. Esse último item abrange coisas engraçadas como escrever coisas que façam bem a quem as lê, ver CSINY, fazer turismo no Rio com um amigo, antigo médico professor de 91 anos etc.

Poderia parecer um mundo individualista, mas descobri que cultivar valores éticos e estéticos, assim como construir amores companheiros, são as melhores ações políticas que posso ter, que cuidar da melhor maneira possível do meu mundo reapresentado em minha mente é a melhor maneira de contribuir para o mundo lá fora de verdade.

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Natureza Humana: Excelência

“Vossa Excelência é um bandido!”, disse o ministro, produzindo mais um ruído de comunicação, mais um desses despautérios com que esse governo tenta – entre tantos outros malfeitos – nos enlouquecer. 

“Excelência” adjetivada de “bandido”? É um erro lógico grave chamado “contradição entre termos” (contradiction in terms). Círculo quadrado? Não! Alguém anda tomando o santo nome da excelência em vão…

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Natureza Humana: Horror a Liberdade

Ambivalência significa que, em alguns casos de duas ideias opostas, AMBAS VALEM (ambi + vale). A humanidade gosta de liberdade, certo? E se eu te disser que a humanidade, em sua grande maioria, também tem horror a ela? Está bem, vou argumentar. O que é liberdade? É um ativo, um bem, um patrimônio disponível para aplicação, como dinheiro para se gastar. Antes de você ter em que aplicar, ou em que gastar, o dinheiro não vale nada, é só um potencial, um número na conta, uns papéis no cofre. 

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Natureza Humana: Começo de Conversa

“Você mataria sua mãe a facadas? Não? Nem eu! Então já temos alguma coisa em comum, é um começo de conversa”. Esta era a anedota que meu tio Marcello contava para dizer que, quando a divergência com alguém era grande, fazia-se necessário buscar fundações comuns para a construção do edifício do entendimento. Ele era engenheiro. Na construção de casas, há coisas que as põem de pé e outras que as derrubam, não há isso de verdades relativas. Ele era razoável, esse termo ardiloso que parece significar “mais ou menos”, mas também quer dizer “pessoa que tem apreço pela razão, e com quem se pode raciocinar”. Às vezes apelo para o inglês “reasonable” – o Pasquale Cipro que me perdoe – para me fazer claro.

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Natureza Humana: Cães e Filhos

É tudo culpa do Freud. Antes dele, crianças eram propriedades dos pais: podiam matá-las, vendê-las, o que fosse, mas a última coisa que sentiriam seria culpa em relação a elas. Para ser mais preciso, as primeiras leis de proteção à infância só surgiram na Revolução Industrial, quando elas se tornaram parte da força de trabalho.

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Natureza Humana: Justiça

Existe uma questão muito evitada, infelizmente, pelos psicanalistas: que instrumento a psicanálise usa para a busca da cura? Pois respondo: é a justiça. 

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Natureza Humana: Drama, reação e reflexão

Ele passeava pela praça XV quando alguém lhe agarrou pelo braço:

— Manoel, sua casa está pegando fogo em Niterói e sua mulher corre risco de morrer queimada! Vai lá, homem, vai salvá-la!

Desesperado, ele pegou a primeira barca. Já no meio da baía da Guanabara, pensou: “Espera aí… Eu não moro em Niterói, não sou casado e não me chamo Manoel, o que é que eu estou fazendo aqui?”

O drama fez com que ele reagisse. A lentidão da barca permitiu que ele refletisse.

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Natureza Humana: O Menino no Armário

“Por dentro, com a alma atarantada, sou uma criança e não entendo nada” (Erasmo Carlos)

 Seja porque a vida de gente grande é uma pedreira, seja pela neotenia – o apego à forma jovem, a característica mais bela de nossa espécie –, o fato é que há homens que nunca deixam de ser meninos pela vida afora (assim como há aqueles que parecem nunca tê-lo sido).  Leia Mais

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